A Natureza de Buddha e Gasshô

segunda-feira, 27 de abril de 2009


[...]

Quando meu professor se tornou o superior do tempo Higashi Honganji, ele criou o seguinte lema para aquele ano em particular: "A Paz Mundial Começa com Gasshô". Quanto mais pensei nisso, mais isso se tornou uma verdade para mim. A paz em casa também começa com gasshô. O gasshô não é necessariamente mostrado apenas na sua forma - colocando as mão juntas e reverenciando. Mesmo sem a forma ainda há o gasshô. O gasshô começa na mente de cada indivíduo - a mente que é capaz de respeitar os outros. Quando o marido respeita a esposa e vice-versa, e quando os pais respeitam os filhos e vice-versa, existe a fundação para a paz. A virtude não nos pertence; a virtude sempre tem vizinhos. Essa é a forma como a atitude do gasshô pode começar a vibrar em nosso ambiente. É pelo gasshô que podemos realizar a natureza de Buddha dentro de nós.

Mais alguns medos

quinta-feira, 23 de abril de 2009


Se eu tenho medo de perder, é porque ainda não aprendi a doar.

Se eu tenho medo de errar, é porque ainda não larguei o orgulho de querer ser perfeito.

Se eu temo adoecer, é porque não aceito a impermanência inevitável da saúde.

Se eu temo envelhecer, é porque não aprendi a ser como uma criança todos os dias.

Se eu tenho medo de morrer, é porque ainda não aprendi a viver.

Anotação Aleatória (XXIII)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Às vezes não falar nada é melhor do que falar bobagens. Outras vezes, bobagens precisam ser ditas.

Comentário propício e oportuno (ou: Aviso aos incautos)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Eu quase certamente estou errado sobre tudo o que acho que estou certo.

Anotação aleatória (XXII)

domingo, 12 de abril de 2009

O melhor possível já é perfeito.

A perspectiva de terceira pessoa (Parte II: Deus)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria"
(Provérbios de Salomão 9:10)

Durante o período em que fiquei sem a referência benéfica de orientação dos meus pais, passei por um jejum espiritual bastante temível em que eu tendi para idéias niilistas, duvidando da existência de um significado da vida como um todo. A religião cada vez mais deixava de me satisfazer intelectualmente (e nesse período minha mente foi dominada por uma espécie de extremismo de racionalismo); ao conhecer as idéias de diferentes religiões elas pareciam aparentemente contraditórias, e sendo aparentemente impossível discernir qual delas seria a verdadeira, se é que uma realmente era verdadeira.

Após muitos altos e baixos, uma sede espiritual extremamente intensa naquela época me fez voltar a acreditar em Deus, ou em alguma coisa que eu não sabia bem o que era ou como definir (um princípio transcendente superior), mas que eu sentia como sendo verdadeira e que dava sentido à vida. Não sendo isso atrelado à uma religião específica, e após ter conhecido alguns clássicos de religião comparada, passei a entender as religiões de uma maneira bem diferente e menos contraditória.

Deus passou a ser para mim uma referência externa confiável, um farol, a quem eu deveria obedecer e respeitar, além dos meus próprios desejos e vontade, sendo eu algo infinitamente pequeno em comparação a Deus, mas ainda assim relevante. Isso de certa forma era um conforto espiritual muito grande, sendo muito melhor do que o total egocentrismo pelo qual eu passei.

Mas quem ou o que é Deus? Essa é uma definição bastante complicada, à qual diferentes pessoas irão responder diferentes coisas.

A maioria dos professores buddhistas defendem a posição de que não existe um Deus criador e eterno, em consonância com o argumento de Nagarjuna.

Eu (não sou professor muito menos autoridade, e mesmo se fosse isso seria só minha opinião) pessoalmente acredito que a "existência" ou "não-existência" de Deus independe de argumentos, já que estes só se baseiam em definições nebulosas e arbitrárias, em palavras. "Deus" é só uma Palavra. Mas sinto que a crença em Deus, ou num princípio superior transcendente e absolutamente confiável é muito benéfica e confortante para um imenso número de pessoas, e na minha opinião incomparavelmente melhor que um niilismo ou um egocentrismo exarcebado.

Definições são somente definições, e não são as coisas tais como elas são. Mas se me perguntassem o que eu entendo por Deus eu diria isso: Deus, para mim, é Tudo, e sendo assim, também é Nada.

"Porque és pó, e ao pó tornarás" (Gênesis 3:19)

Anotação aleatória (XXI)

domingo, 5 de abril de 2009

Às vezes parece ser necessário sacrificar minha própria alegria egoísta para possibilitar a felicidade de outro, engolindo o meu orgulho temporariamente. Talvez fosse melhor engolir esse orgulho sempre.

Anotação aleatória (XX)

Me importar com o que os outros pensam de mim é inútil e me causa sofrimento. Isso vale para desejo de fama, sucesso, popularidade, qualquer tipo de reconhecimento, não querer passar vergonha e qualquer outro.