Zazen

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Crédito da imagem - Estátua de Kodo Sawaki Roshi


Sentado.
Nada faltando.
Completo.

3 comentários:

Juliana Leone disse...

Mantra do dia: Inspire. Expire. Momento presente, momento completo.

Gassho à estátua, gassho a você.

Vítor disse...

Existe uma coisa que nunca compreendi na tradição soto: porque usar o mudra com a mão esqeurda em cima da direita, sendo que todas as tradições mais antigas do chan e do budismo tibetano usam com a direita em cima? Não houve uma perversão do ensimento nesse mudra pela escola soto?

João Jōken disse...

Não sei dizer se houve perversão, ou mesmo se isso tenha realmente qualquer importância. Essa posição de mudra praticada na Soto está descrita no Fukanzazengi, de Dogen. Há também nesse texto a descrição da posição de pernas (na postura do lótus, coloca-se primeiro o pé direito sobre a coxa esquerda e depois o pé esquerdo sobre a coxa direita, ou em meio-lótus, com o pé esquerdo sobre a coxa direita). Há quem tenha sugerido que a posição descrita por Dogen é só um exemplo, como o próprio Kodo Sawaki que está representado nessa estátua. Há outros que afirmam que a posição é estrita. Eu pessoalmente tenho mais flexibilidade em colocar o pé esquerdo sobre a coxa direita, como na descrição de Dogen, mas tenho conforto maior em colocar a mão direita em cima da esquerda. Essa geralmente é minha posição natural, mas eu costumo treinar também a posição de mãos descrita por Dogen (quando me lembro), e também com as pernas invertidas para acostumar futuramente para lótus completo, que me parece ser mais estável. Até onde eu sei nos sutras mais antigos (Cânone em Pali e os equivalentes tibetanos e chineses) não há descrição quanto a posição das mãos, a instrução é somente sentar com as costas eretas e pernas cruzadas. Desconfio que quando um grupo pratica zazen seja razoavelmente importante que a prática conjunta seja semelhante, mas também, é claro, cada um deve seguir a instrução de seu próprio mestre.