A perspectiva de terceira pessoa (Parte III: Sozinho)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Estou morando sozinho há algumas semanas, o que claramente teve um efeito catastrófico sobre minha prática. Isso pelos mesmos motivos pelos quais uma criança apronta quando os pais não estão olhando, ou uma pessoa sem temor ou respeito pelo divino (ou referência equivalente) passa a agir somente de acordo com seus próprios interesses.

Não que eu tenha feito nada de terrível, apenas me entreguei um tanto exageradamente a atos preguiçosos, razoavelmente egoístas e não relacionados a prática, como me alimentar inconscientemente, ficar jogado na cama com preguiça, assistir televisão excessivamente e jogar video-games.

Também deixei de realizar ações importantes com uma frequência adequada, como lavar a louça, manter o chão aceitavelmente limpo e praticar zazen. E deixei de fazer coisas possivelmente não tão importantes mas com uma certa pretensão de boa-intenção, como escrever nesse blog.

Também não considero que seja impossível uma pessoa agir equilibradamente sem ter os pais ou alguém vigiando, pelo contrário, acho isso absolutamente formidável e bastante desejável, mas pelo menos pra mim, é algo bastante difícil. Ainda bem que logo minha esposa estará de volta para cuidar de mim e me manter um pouco mais na linha.

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