Anotação aleatória (XIX)

terça-feira, 31 de março de 2009

Eu falo demais, seria melhor que eu ficasse calado se o que eu tenho para falar não é estritamente necessário e benéfico.

A perspectiva de terceira pessoa (Parte I: Introdução)

quarta-feira, 25 de março de 2009


Esse é um tema que está recorrentemente na minha cabeça. Eu vou chamá-lo de "A perspectiva de terceira pessoa", embora talvez esse não seja o nome mais adequado. O nome mais adequado talvez fosse "Enfraquecendo o eu pelo obedecimento a uma referência externa confiável". Essa é uma análise razoavelmente ousada da minha parte, por isso deveria ser lida com extrema cautela por qualquer pessoa.

Esse exame começa por lembranças de minha infância. Eu lembro claramente que quando eu percebia que meus pais estavam me observando, eu me comportava de maneira diferente de quando eu via que meus pais não estavam me observando. Mais precisamente, eu me "comportava melhor" quando meus pais me observavam, e me comportava pior (brigava mais, fazia diversas maldades, agia egoistamente) quando meus pais não estavam me olhando.

Entendo que isso ocorria pelo grande respeito que eu tinha dos meus pais. Alguns poderiam dizer que era por medo, mas pela minha lembrança não. De fato eu sentia uma espécie de vergonha de desrespeitá-los, mas não exatamente isso. E conheço vários exemplos de pais que, tentando impor medo sobre os filhos, obtém exatamente o oposto do que pretendiam: a desobediência. Meus pais não usavam o medo, embora exercessem sua autoridade de forma firme. Mas eu sinto que os respeitava porque eu podia perceber o seu amor por mim, e assim tinha por eles uma saudável devoção.

Mais tarde na adolescência, eu abandonei parte do respeito pelos meus pais, não por qualquer atitude deles, ou qualquer outra justificativa, mas somente por um grande inflação do meu próprio ego. Com isso eu perdi a principal referência externa que eu tinha, e passei a me comportar cada vez pior e mais egoistamente. Também perdi a única outra referência externa de respeito que eu tinha, pois passei a duvidar seriamente da existência de Deus. Com isso tudo girava em torno de mim mesmo e da minha vontade, quando eu era contrariado eu me revoltava e sentia enorme raiva (uma atitude típica dos adolescentes). O meu eu e a minha própria vontade passaram a dominar minha vida completamente (não que ainda não domine, mas talvez não de uma forma tão excessiva). Com isso eu passei por inúmeros momentos de extrema infelicidade. Meu pais me apoiaram incondicionalmente em todos os momentos, e com isso pouco a pouco voltei a sentir o respeito que eu tinha por eles, que nunca deveria ter perdido.

Não por acaso, a maioria das religiões fazem clara referência da importância simbólica e concreta dos pais nas vidas das pessoas.

Instrução legalzinha de meditação

segunda-feira, 23 de março de 2009



Introdução: Eu considero essa explanação sobre a meditação/zazen razoavelmente confiável, principalmente o início, pois é bastante parecida, pelo que eu lembro de memória, com a explicação que recebemos de Saikawa Roshi durante o zazen, no dia 20/12/2008, antes da cerimônia de Aparecida Kannon Bossatsu (Se alguém que estava lá discordar, por favor me chame atenção pois minha memória certamente pode falhar).


"Meditação é uma combinação de
ao mesmo tempo testemunhar
o que está acontecendo no momento
(diferentemente de se identificar
com o que está acontecendo)

e de se render
ao que está aqui
(diferentemente de tentar controlar
ou resistir à sua experiência)

Então você quer permitir
a sua experiência
nesse momento
de ser como ela é,
mas sem se identificar com ela.

Você quer experimentar
esse momento como sensação
sem tentar defini-lo, descrevê-lo, julgá-lo
ou dizer "isso sou eu."

O principal obstáculo na meditação
é a mente

Os pensamentos surgem e a tendência é
se identificar com os pensamentos,
se envolver com o pensamento.

Pensar que você é o pensador
e que o pensamento é importante

E então um pensamento
leva ao outro
e antes que você perceba,
o tempo da meditação acabou.

Muito irão gastar
toda a sua meditação
simplesmente aproveitando um certo relaxamento
enquanto sendo distraídos e consumidos
pelos pensamentos.

Isso é normal.
E há uma certa dose
de crescimento espiritual que vem
de simplesmente aproveitar a paz que há ali.

Mas a verdadeira meditação significa
Abandonar essa tendência
de ser distraído pelo seu pensamento.

Pouco a pouco, ter momentos
em que você não está distraído
pelo seu pensamento
mas está presente
com o que está aqui além do pensamento.

Então você deve se render
para permitir os pensamentos e emoções surgirem,
porque se você tentar pará-los,
ou controlá-los,
você irá aumentar o desequilíbrio.

Você deve se render
de modo que você se permita
a experimentar o que está aqui
além do pensamento.

Mas ao mesmo tempo,
você deve testemunhar os pensamentos surgindo,
para que você não fique preguiçoso
e habitualmente se perca nos pensamentos.

Você deve estar completamente focado
no momento para ver o pensamento surgindo
e instantâneamente deixá-lo ir.

Então há esse equilíbrio
que é sempre o ideal:
testemunhar e se render
ambos ao mesmo tempo.

A príncípio
esses dois parecem ser opostos,
mas através da prática você percebe que
testemunhar e se render
são um e o mesmo.

Quando você chega a esse ponto
a vida se torna bastante serene.

Eventualmente,
ambos aspectos são transcendidos
em um estado de perfeita paz
onde apenas a pura consciência sem forma permanece.

Esse é o início do Samadhi,
onde o eu pessoal desapareceu
e a meditação ocorre sem esforço."


Bençãos,
Kip"


Tradução de texto de Kip Mazuy.

Anotação aleatória (XVIII)

domingo, 22 de março de 2009

Eu deveria pensar diariamente sobre a inevitabilidade da minha morte.

Sem desculpas

sábado, 21 de março de 2009

Disse Dogen Zenji no Shobogenzo Zuimonki:

Alguém disse: "Eu sou enfermo e não sou talentoso, e não tenho a força para praticar o Caminho. Porém eu ouvi os ensinamentos essenciais e gostaria de me retirar e viver sozinho, passando o resto da vida cuidando do meu corpo e da minha saúde frágil."

Isso é um grande erro.

Os velhos sábios não necessariamente tinham um saúde excelente. E eram os homens do passado todos dotados de um talento superior? Não faz assim tanto tempo desde a morte do Buddha, e aqueles que o ouviram durante a sua vida não eram todos seres superiores. Entre seus seguidores estavam ambos os bons e os maus. Entre eles haviam alguns cuja conduta era inacreditavelmente ruim, e também pessoas do tipo mais baixo. Porém não havia nenhum que, alegando inferioridade, falhou em despertar uma mente que segue o Caminho. Nem havia nenhum que, dizendo que não tinha talento, se negava a praticar o Caminho. Se você não praticar e estudar nessa vida, em qual vida você espera obter o talento e o bem estar para praticar o Caminho? O essencial para o estudo são simplesmente esses: despertar uma mente que segue o Caminho e praticar como se fosse a última coisa da sua vida.

Dogen Zenji, no Shobogenzo Zuimonki - Capítulo 6, Parte II.


Comentário: Com isso não restam muitas desculpas para não praticar. Eu postei esse texto para me alertar sobre as desculpas recorrentes que crio para não praticar, que são usualmente muito mais esfarrapadas do que as do texto acima, ou seja, menos justificáveis ainda. Uma das mais recorrentes delas é a pura e simples preguiça.

Anotação aleatória (XVII)

quinta-feira, 19 de março de 2009

A paciência é uma virtude excelente. Quando eu quero que as coisas aconteçam logo, quando eu apresso as coisas, tudo se desequilibra e ocorre atropeladamente. Quando eu não crio expectativas quanto a quando as coisas devam acontecer, tudo ocorre naturalmente, caindo no seu devido lugar no momento propício.

Anotação aleatória (XVI)

quarta-feira, 18 de março de 2009

A simples observação contínua de meus atos e pensamentos parece transformá-los positivamente.

Diáspora Tibetana

domingo, 15 de março de 2009

Cada vez fica mais claro que será muito difícil, senão impossível, que a China ceda qualquer coisa na questão tibetana. Eu mesmo, com um certo ceticismo egoísta, sempre achei a causa perdida, e até achava o Dalai Lama meio inocente e não-esclarecido por achar que havia possibilidade de negociação por uma autonomia significativa junto ao belicoso governo comunista chinês. Depois passei a admirá-lo pelo seu esforço por uma causa quase impossível, certamente com grande compaixão pelo imenso sofrimento dos tibetanos. Agora eu considero que, mesmo que não consiga nada, todos os dias S.S. vence a China, do ponto de vista ético, moral, da generosidade, da sabedoria e até histórico (a posteridade dirá).

Agora, a preservação da tradição tibetana, cada vez mais difícil em sua terra natal - que vem sendo sistematicamente colonizada por chineses, trazendo juntamente, à força, sua (neo-pseudo)cultura - depende em grande parte dos refugiados no exterior. Mais de 1000 refugiados conseguem escapar todos os anos chegando a Dharamsala, na Índia (onde está sediado o Governo Tibetano no exilio), após atravessar com imensa dificuldade as grandiosas montanhas do Himalaia, via Nepal, por poucas e perigosas passagens. Mais de 100 000 tibetanos vivem hoje no exílio. Mas talvez os que mais sofram sejam os tibetanos que continuam no Tibet, prisioneiros em sua própria terra.

Preservar integralmente uma cultura fora de sua terra é um feito dificílimo, do qual só se conhece um exemplo notável na história da humanidade: o dos judeus. No vídeo a seguir (em inglês), Dalai Lama fala da semelhança entre os tibetanos e os judeus, compartilhando do imenso sofrimento que este sofreram ao serem afastados de sua terra natal, das perseguições sistemáticas ao longo dos séculos, culminando na grande tragédia do Holocausto, à semelhança do sofrimento e da tragédia tibetana (estimam-se mais de 1,3 milhão de mortos em decorrência da invasão e repressão chinesa). Mesmo assim, num resultado altamente improvável, eu diria milagroso, os judeus conseguiram preservar sua cultura após quase 2000 anos afastados de sua terra natal. Visivelmente emocionado, Dalai Lama até brinca, pedindo que os líderes judeus com quem se encontrou lhe ensinassem alguma "técnica secreta" que eles guardassem.



Ficam aqui os votos para que a tradição tibetana possa ter longa vida, em sua terra natal ou longe dela, trazendo com ela, apesar da tragédia, benefícios para inúmeros seres.


Nota: O budismo tibetano também é praticado, em meio a culturas diferentes, em outros países, além dos países onde se encontram refugiados e adeptos. Notavelmente: Butão, Mongólia, Rússia e Nepal (que recentemente mudou de governo após anos de guerra civil provocada pelo partido comunista, de influência maoísta, partido este que inspirou um partido de igual caráter e intenções contra o pacífico Reino do Butão).

Anotação aleatória (XV)

Tivesse nenhum ego, elogios e críticas seriam iguais.

Anotação aleatória (XIV)

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Unir-se com" e "libertar-se de" é quase a mesma coisa.

ou

Nada é novo sob o sol. Mas cada momento é novo.

Vórtices e engrenagens

quinta-feira, 12 de março de 2009

Certa vez eu estava meditando com um pouco de sono, e quando fechei os olhos tive um brevíssimo sonho. Nada de mais, só um sonho. Nesse sonho eu vi diversos vórtices, girando uns contra os outros. Esses vórtices eram como pequenos furacões, eram vórtices fluidos. O movimento de cada vórtice influenciava o outro. A fronteira dos vórtices não era muita definida, eles se misturavam. Às vezes um vórtice engolia o outro, uns desapareciam, outros surgiam. O movimento de um vórtice movia o outro, que movia o outro, que movia de volta o vórtice anterior. Assim todos os vórtices eram interligados.

Depois desse sonho espontâneo, eu infelizmente tratei de interpretá-lo com a minha mente analítica de engenheiro. Logo substituí os vórtices fluidos por engrenagens girando. É claro que a imagem é bem mais pobre, mas talvez seja mais fácil de entender:


Surgem algumas dúvidas:

- Qual engrenagem move qual (ou qual engrenagem se moveu primeiro)?
Eu posso tentar responder essa. O movimento de uma engrenagem influencia todas as outras. E o movimento de todas as outras engrenagens influencia cada engrenagem individual. Não dá pra dizer qual se moveu primeiro, e nem isso parece importar muito: elas todas simplesmente se movem, simultaneamente.

- Qual a significância de uma engrenagem sozinha e isolada?
Uma engrenagem sozinha e isolada parece não ter significância nenhuma. Ela fica parada, ou mesmo se ela girasse, ela giraria tolamente em torno de coisa nenhuma. Ela só faz sentido em conjunto com as outras, girando em relação às demais, exercendo a sua função própria de engrenagem.

- O que acontece com o conjunto se eu tirar uma engrenagem dele?
Depende do arranjo da engrenagens ou situação das engrenagens considerada, eu diria. Quando as engrenagens estão totalmente interligadas umas às outras, tirar uma engrenagem não acarreta absolutamente nada: as demais engrenagens continuam a girar normalmente, como se nada tivesse acontecido. Eu diria que a engrenagem que foi removida continua implícita no conjunto. Nessa interpretação cada engrenagem não tem uma importância individual inerente, pois ela está representada implicitamente no conjunto de todas as demais.

Porém numa outra situação (num conjunto parcial de poucas engrenagens por exemplo), ou numa outra interpretação diferente, estando as engrenagens fracamente interligadas, a remoção de uma única engrenagem pode parar todo o carretel. Nesse ponto de vista, a importância da engrenagem individual é total, pois do movimento ou da simples presença dela como transmissora de movimentos depende o movimento de todas as demais engrenagens.

- A engrenagem pode girar no sentido contrário às demais, ou levemente fora do eixo?
Ela pode até tentar, mas não vai conseguir e vai se desgastar desnecessariamente. O melhor é ajudar as outras engrenagens a girar corretamente, harmoniosamente, sem atritos.

Anotação aleatória (XIII)

quarta-feira, 11 de março de 2009

É uma persistente tolice imaginar fronteiras onde elas não existem.

Leves sinônimos

terça-feira, 10 de março de 2009

Tentando não fugir...

Não buscando o futuro,
Não escapando no passado,
Não agarrando os pensamentos,
Não rejeitando os pensamentos,
Não me debatendo,
Não me enganando,
Aceitando o que é,
Recebendo o que for,
Fazendo o que for pedido,
Quebrando a rigidez,
Derretendo o gelo,
Não criando divisões,
Não me separando,
Ficando aqui mesmo,
Morando em casa,
Vivendo,
Agindo em harmonia,
Como o sino soando,
Como o sol brilhando,
Como a lua refletindo,
Como um pássaro voando,
Como um peixe nadando,
Como um homem caminhando,
Apenas sentando.
Não fugindo.

Transcedência poética da morte

sábado, 7 de março de 2009


Reza a tradição cristã que após Jesus Cristo ter sido crucificado, morto e sepultado, os seus discípulos reuniram-se em uma casa, onde Jesus Cristo apareceu vivo entre eles.

Eles se reuniram por causa de Cristo, em memória de Cristo, para realizar os ensinamentos de Cristo, para continuar a obra de Cristo, para praticar o amor de Cristo, em nome de Cristo.

Eu não tenho dúvidas que Jesus Cristo estava realmente entre eles.

Até hoje nas missas católicas o padre diz: - Que o Senhor esteja convosco.

E os fiéis respondem: - Ele está no meio de nós.

(...)

Até hoje nas cerimônias de diversas escolas budistas, em particular da Soto Zen, os praticantes recitam a tomada de refúgio nas Três Jóias:

- Tomo refúgio no Buddha, tomo refúgio no Dharma, tomo refúgio na Sangha.

Eles reúnem-se por causa do Buddha, em nome do Buddha, para realizar o Dharma de Buddha, para praticar a compaixão do Buddha, para continuar a obra do Buddha, tomando refúgio no Buddha.

Eu não tenho dúvidas que Buddha está verdadeiramente entre eles.

Anotação aleatória (XII)

quarta-feira, 4 de março de 2009

É mais fácil eu ajudar o mundo a realizar as suas vontades do que querer que o mundo realize as minhas vontades.

Embora ambas possam coincidir.

Juntando partes (ou: Costurando retalhos)

terça-feira, 3 de março de 2009

"Às vezes sua alegria é a origem de seu sorriso, mas às vezes o seu sorriso pode ser a origem de sua alegria."
Thich Nhat Hahn

Não é raro que eu entre em um estabelecimento comercial ou público em que as pessoas pareçam não ter nenhuma vontade de me atender. Elas agem com aparente má-vontade, mal-humoradas, às vezes até grosseiramente. Isso é particularmente comum no Rio de Janeiro, mais do que em outras cidades que eu conheço.

Usualmente, ao menos comigo é assim, as pessoas externalizam o que estão sentindo por dentro. Se eu estou me sentindo amargurado, ajo amarguradamente. Logo, essas pessoas, como eu mesmo às vezes, agindo com aparente infelicidade, provavelmente estão se sentindo infelizes por dentro. Isso é digno de compaixão da minha parte, não de raiva ou rejeição.

Essas pessoas provavelmente estão insatisfeitas com o seu trabalho ou com sua vida. Se sentem insatisfeitas por dentro. Assim, agem de maneira insatisfeita. Se agissem com felicidade, provavelmente se sentiriam internamente felizes. Muitas vezes uma situação extrema pode motivar a insatisfação, como um chefe hostil ou um salário insuficiente. Outras vezes, ao menos me parece, a própria pessoa inventa desculpas para estar continuamente insatisfeita. Isso eu deduzo de algumas ocasiões em que eu mesmo, estando me sentindo extremamente insatisfeito, ao examinar melhor a situação concluí que não havia absolutamente motivo algum para estar insatisfeito, aquela insatisfação era totalmente artificial. Parece ser uma certa dormência, na qual a pessoa se afunda e tem extrema dificuldade de sair.

Quando eu ajo com felicidade para com as outras pessoas, eu me sinto internamente feliz. Quando eu trato mal as outras pessoas, eu me sinto internamente triste.

Se uma pessoa me tratar mal, e eu respondê-la da mesma maneira, ambas vamos ficar tristes. Se uma pessoa me tratar mal, e eu respondê-la com ternura e bondade, há uma chance de ambas ficarmos felizes.

Se eu estou me sentindo triste, e continuar agindo com tristeza, vou continuar me sentindo triste. Porém se eu estou me sentindo triste, mas procurar agir com alegria, talvez logo passe a me sentir contente.

Assim, a maneira como eu ajo é refletida internamente. Porém, a maneira como eu me sinto internamente também reflete no modo como eu ajo. Como passar a agir de maneira diferente de como eu estou me sentindo internamente? A resposta parece estar nesse exato momento:


Amigos do Dharma

segunda-feira, 2 de março de 2009


Eu sinto como se eu os conhecesse há um longo, longo tempo. Sinto falta deles. É uma pena não ter participado do Sesshin.

Veja mais fotos do Sesshin de Carnaval 2009 em Florianópolis aqui.

Anotação aleatória (XI)

Sou eu que moldo o mundo com minha ações, ou é o mundo que se molda, moldando minhas ações?

Errando

- Uma pessoa humilde possivelmente jamais saberá que é humilde*. No momento em que ela se declarar humilde ou mesmo pensar ser humilde, já estará demonstrando orgulho. Assim, assumir e reconhecer o meu próprio orgulho parece ser o único passo possível na direção da humildade. Mas esse caminho parece não ter fim. E querer chegar ao fim dele é somente andar para trás. Por isso mesmo cada passo deve ser dado, como se o caminho fosse verdadeiramente infindável.

- A partir do momento que eu pensar ser um bom marido, um bom amigo ou uma boa pessoa, provavelmente não me esforçarei mais para sê-lo. Por isso devo assumir minhas limitações como pessoa, errando, mas me esforçando para corrigir meus erros sempre.


* Ela mesma muito provavelmente não sabe, mas não descarto a possibilidade de que outra pessoa possa reconhecer isso nela.