É um título feio. Que seja. Poderia ser somente "sobre a naturalidade das coisas". Todas as coisas ocorrem naturalmente. O que podemos fazer a respeito? Quem poderia fazer algo a respeito? O que eu poderia modificar se não há um eu que possa modificar algo? As coisas acontecem. Estamos no meio. É uma tremenda sorte se estamos de tal forma que possamos aliviar nosso próprio sofrimento, ainda mais sorte se esta tal forma que estamos possa aliviar o sofrimento de outros.
Sobre a naturalidade das coisas que acontecem naturalmente
domingo, 11 de março de 2012Postado por Jōken às 05:10 2 comentários
Construindo templos e monastérios
domingo, 12 de fevereiro de 2012Shobogenzo Zuimonki, capítulo 2, caso 3. Por Eihei Dogen Daioshô
Fonte: http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=517
Postado por Jōken às 00:52 0 comentários
Marcadores: caminho, impermanência, templo
Tocando em Frente
quinta-feira, 13 de outubro de 2011Postado por Jōken às 18:48 0 comentários
Marcadores: caminho
Caminhando a Noite
sexta-feira, 16 de setembro de 2011Caminhando a noite
Sinto o ar fresco na pele
Que maravilha!
Somente com a roupa no corpo
Vendo as pessoas contentes
Indo do trabalho para casa
É sexta-feira
Como um monge somente com sua tigela e manto
Livre, completamente livre
Vou para onde quiser
Quem irá me deter?
Lembro-me de meu Mestre e Shakyamuni Buddha
Mais do que me recordo,
A presença deles é gritante
O que há para temer?
Mesmo a morte não parece tão temível
Quem escapará dela?
Essa mente flexível
Como a água
Parece invencível
Postado por Jōken às 23:59 0 comentários
Homem-tralha se mudando
segunda-feira, 29 de agosto de 2011Fazendo a mudança
Milhões de coisas a carregar
Sou um homem-tralha!
(Como cansa ser um homem-tralha)
Bem mais fácil seria
se somente tigela e manto
tivesse que levar.
(Shakyamuni Buddha sabia das coisas)
Postado por Jōken às 23:43 0 comentários
O Zen e o Croissant
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010Aprender alguns poucos conceitos sobre o zen não é difícil. Praticantes de poucos meses assimilam frases e pensamentos que mestres do passado levaram décadas de prática para enunciar. No entanto, praticar o zen não é fácil.
Há alguns meses aprendi uma receita de croissant. Não foi difícil aprendê-la. Porém executá-la com perfeição é bastante difícil. Eu não consigo. Certamente quem escreveu a receita consegue fazer um croissant bastante bom, mas não porque leu a receita e a executou com perfeição logo da primeira vez. Levou anos de prática repetida para fazê-lo.
Não é difícil sentar mais ou menos em zazen. Mas sentar exatamente em zazen-shikantaza é bastante difícil. Eu não consigo. Não é preciso mais do que poucos parágrafos para explicar como sentar em zazen. Mas aprender a sentar exatamente é tarefa para uma vida inteira.
Na China, havia um monge Zen, chamado mestre Dori, que, por fazer zazen empoleirado num pinheiro pára-sol, fora alcunhado de mestre Ninho de Passarinho Um poeta muito célebre, Sakuraten, foi visitá-lo e, ao vê-lo fazer zazen, disse-lhe:
"Tomai cuidado, que isso é perigoso; podereis, um dia, cair do pinheiro!"
"De maneira nenhuma," respondeu mestre Dori. "Vós é que correis perigo de um dia cair."
Sakuraten refletiu. "Com efeito, vivo dominado por paixão, é como brincar com o raio". E perguntou ao mestre Zen:
"Qual é a verdadeira essência do budismo?"
Mestre Dori respondeu:
"Não façais nada violento, praticai somente o aquilo que é justo e equilibrado."
"Mas até uma criança de três anos sabe disso!" exclamou o poeta.
"Sim, mas é uma coisa difícil de ser praticada até mesmo por um velho de oitenta anos..." completou o mestre.
Postado por Jōken às 19:57 3 comentários
Marcadores: caminho, prática constante, vida
Anotação aleatória (LV)
segunda-feira, 13 de setembro de 2010Como herdeiros da prática de Buddha, é nosso dever fundamental mantê-la viva.
Engolindo sapos
quinta-feira, 9 de setembro de 2010É relevante também a seguinte menção (acho que do Sutra Avatamsaka): "Um bodhisattva se preocupa com o que faz, não com o que recebe. Um homem comum se preocupa com o que recebe, e não com o que faz."
Postado por Jōken às 23:05 1 comentários
Marcadores: boddhisatva, caminho, fala, karma
O Caminho da Sabedoria (conclusão)
terça-feira, 31 de agosto de 2010Postado por Jōken às 22:50 2 comentários
Marcadores: caminho, obstáculos, prajna_paramita, sabedoria
O Caminho da Sabedoria
domingo, 29 de agosto de 2010Ashvaghosha - O Despertar da Fé Mahayana (in: The Perennial Philosophy, por Aldous Huxley)
Fotos do Zazenkai no Rio de Janeiro
segunda-feira, 23 de agosto de 2010Postado por Jōken às 23:57 1 comentários
Perguntas verdadeiramente importantes
domingo, 8 de agosto de 2010Como estabelecer uma prática diária de zazen
quinta-feira, 15 de julho de 2010Postado por Jōken às 23:52 1 comentários
Sobre o Sesshin de Inverno em Florianópolis
terça-feira, 8 de junho de 2010Todos fazem tudo juntos sempre.
Diferenças estéticas meramente.
Erros e acertos ocorrem naturalmente.
Mas erros são corrigidos cuidadosamente.
Não há motivo algum para fugir.
Pedidos são cumpridos.
Desejos são ignorados.
Não espere
quarta-feira, 2 de junho de 2010Se você abandonar a prática, não espere que alguém lhe chame de volta (volte por si próprio).
Postado por Jōken às 21:12 1 comentários
Sobre preocupações com o futuro e a urgência da prática
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010Há um certo paralelismo entre esse caso de Dogen Zenji e a prática Purgatio relatada na postagem "Monges do Deserto", em termos de prática espiritual.
No fim do "Purgatio", ou em grego "Catharsis", um período que frequentemente durava muitos anos, o monge havia aprendido a acreditar pacificamente no Senhor para todas as suas necessidades.
Há também um caso semelhante na Bíblia, fortemente simbólico, no livro Êxodo: Enquanto o povo hebreu vagava pelo deserto, guiado por Moisés, Deus enviava diariamente um alimento que caía do céu como flocos de neve: o maná. Não podia ser guardado e acumulado para outros dias. Algumas famílias que ousavam guardá-lo tinham uma surpresa desagradável na manhã seguinte - encontravam uma massa podre e fétida, cheia de vermes.
P.S.: Tal como implícito nos casos acima , o fato de ser relativamente fácil para a comida encontrar a boca - mesmo havendo muita pobreza, isso ocorre praticamente todos os dias para a maioria das 6 bilhões de pessoas na face da Terra - isso não me exime da obrigação mais que devida de agradecer por toda a comida que chega à minha boca, todos os dias. Isso é equivalente a "agradecer a Deus", ou em outras palavras, "ser grato pela vida" ou "reconhecer a vida como sagrada" que é nesse caso nada mais que "fazer aquilo que tem que ser feito".
Anotação aleatória (XLVI)
sábado, 30 de janeiro de 2010Eu não deveria nunca pensar "as pessoas devem me ajudar de tal forma." Eu deveria sempre pensar "como eu posso ajudar as pessoas?"
Postado por Jōken às 18:20 0 comentários
Marcadores: caminho, dana, generosidade, hipocrisia, mente
Zazen 2010 e além
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010Nós iremos sentar nas praias, nós iremos sentar nos parques, nós iremos sentar nas ruas e no alto de prédios, nós iremos sentar em casas, nós iremos sentar em templos e salas de prática, nós iremos sentar em grupo ou sozinhos, nós nunca desistiremos.
SHU JO MU HEN SEI GAN DO
BON NO MU JIN SEI GAN DAN
HO MON MU RYO SEI GAN GAKU
BUTSO DO MU JO SEI GAN JO
Os seres são inumeráveis, faço voto de libertá-los.
As ilusões são inexauríveis, faço voto de extingui-las.
Os portais do Dharma são incontáveis, faço voto de penetrá-los.
O Caminho de Buda é insuperável, faço voto de realizá-lo.







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