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Sobre a naturalidade das coisas que acontecem naturalmente

domingo, 11 de março de 2012

É um título feio. Que seja. Poderia ser somente "sobre a naturalidade das coisas". Todas as coisas ocorrem naturalmente. O que podemos fazer a respeito? Quem poderia fazer algo a respeito? O que eu poderia modificar se não há um eu que possa modificar algo? As coisas acontecem. Estamos no meio. É uma tremenda sorte se estamos de tal forma que possamos aliviar nosso próprio sofrimento, ainda mais sorte se esta tal forma que estamos possa aliviar o sofrimento de outros.

Construindo templos e monastérios

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eiheiji, Japão - várias vezes destruído pelo fogo e reconstruído

Monastério Taktsang Palphug, "O Ninho do Tigre", Butão



"Noutro dia, os discípulos do Mestre Eisai comentaram com ele: "Cremos estar a localização deste monastério perto demais do Rio Kano, se houver uma inundação isto atingirá nosso monastério também."

Sobre isto, o Mestre teve algo a comentar: "Porque se preocupar com futuras calamidades? Por exemplo, do monastério de Jetavana na Índia sobram tão somente os alicerces. Contudo, nem por tal razão qualquer mérito de sua construção foi perdido. Que enorme não será o mérito de aqui praticarmos, seja ao menos um, ou meio ano!"

Desta conversa é possível chegar à conclusão que, sendo seguramente levantar um monastério o empreendimento mais importante de nossa vida, devemos nos preocupar com calamidades futuras. Porém, mesmo sabendo disto, o Mestre estava ciente do verdadeiro sentido de se erigir um monastério. Avaliemos então as palavras de Mestre Eisai."


Shobogenzo Zuimonki, capítulo 2, caso 3. Por Eihei Dogen Daioshô
Fonte: http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=517

Tocando em Frente

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Caminhando a Noite

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Caminhando a noite
Sinto o ar fresco na pele
Que maravilha!

Somente com a roupa no corpo
Vendo as pessoas contentes
Indo do trabalho para casa
É sexta-feira

Como um monge somente com sua tigela e manto
Livre, completamente livre
Vou para onde quiser
Quem irá me deter?

Lembro-me de meu Mestre e Shakyamuni Buddha
Mais do que me recordo,
A presença deles é gritante

O que há para temer?
Mesmo a morte não parece tão temível
Quem escapará dela?

Essa mente flexível
Como a água
Parece invencível

Homem-tralha se mudando

segunda-feira, 29 de agosto de 2011


Fazendo a mudança
Milhões de coisas a carregar
Sou um homem-tralha!

(Como cansa ser um homem-tralha)

Bem mais fácil seria
se somente tigela e manto
tivesse que levar.

(Shakyamuni Buddha sabia das coisas)

O Zen e o Croissant

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Aprender alguns poucos conceitos sobre o zen não é difícil. Praticantes de poucos meses assimilam frases e pensamentos que mestres do passado levaram décadas de prática para enunciar. No entanto, praticar o zen não é fácil.

Há alguns meses aprendi uma receita de croissant. Não foi difícil aprendê-la. Porém executá-la com perfeição é bastante difícil. Eu não consigo. Certamente quem escreveu a receita consegue fazer um croissant bastante bom, mas não porque leu a receita e a executou com perfeição logo da primeira vez. Levou anos de prática repetida para fazê-lo.

Não é difícil sentar mais ou menos em zazen. Mas sentar exatamente em zazen-shikantaza é bastante difícil. Eu não consigo. Não é preciso mais do que poucos parágrafos para explicar como sentar em zazen. Mas aprender a sentar exatamente é tarefa para uma vida inteira.

Na China, havia um monge Zen, chamado mestre Dori, que, por fazer zazen empoleirado num pinheiro pára-sol, fora alcunhado de mestre Ninho de Passarinho Um poeta muito célebre, Sakuraten, foi visitá-lo e, ao vê-lo fazer zazen, disse-lhe:
"Tomai cuidado, que isso é perigoso; podereis, um dia, cair do pinheiro!"
"De maneira nenhuma," respondeu mestre Dori. "Vós é que correis perigo de um dia cair."
Sakuraten refletiu. "Com efeito, vivo dominado por paixão, é como brincar com o raio". E perguntou ao mestre Zen:
"Qual é a verdadeira essência do budismo?"
Mestre Dori respondeu:
"Não façais nada violento, praticai somente o aquilo que é justo e equilibrado."
"Mas até uma criança de três anos sabe disso!" exclamou o poeta.
"Sim, mas é uma coisa difícil de ser praticada até mesmo por um velho de oitenta anos..." completou o mestre.

Anotação aleatória (LV)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Como herdeiros da prática de Buddha, é nosso dever fundamental mantê-la viva.

Engolindo sapos

quinta-feira, 9 de setembro de 2010



Um treinamento difícil é o de "engolir sapo", isso é, ouvir algo que não gostamos, sem rebater. Quase diariamente tenho a oportunidade de treinar, embora nem sempre a aproveite, caindo no erro da retaliação.

Ouço às vezes pessoas falarem coisas  como "eu não levo desaforo para casa!" ou "eu não seguro minha língua", "não tenho sangue de barata". Mas essa não é a atitude que um praticante budista deva ter, mesmo que tenhamos tendências nesse sentido. Rebater, retaliar, só perpetua os conflitos. Engolir os sapos acaba sendo melhor.

Certa vez em uma aula de yoga (que podem ser muito boas) eu ouvi um ensinamento assim: "Quando inspiramos, devemos imaginar absorvendo todas as coisas boas, energia. Quando expiramos, devemos eliminar todas as coisas ruins, todas as toxinas." Há algo errado nessa instrução. É exatamente o oposto daquilo que um praticante deve fazer, quanto ao sentido figurado da fala, ação e intenção. Isto é, não devemos ouvir coisas boas e falar coisas ruins, e sim ouvir coisas ruins e ainda assim falar coisas boas. O mesmo para a intenção e ação. É assim que se transforma o mundo em um sentido positivo.

Recentemente, esse entendimento foi confirmado quando encontrei uma instrução exatamente oposta àquela daquela aula de yoga no verso raiz da prática de treinamento da mente Lojong, um treinamento tradicional no budismo tibetano: "Quando inspirar, tome e aceite toda a tristeza, dor e negatividade de todo o mundo, incluindo a sua própria, e a absorva em seu coração. Quando expirar, espalhe toda a sua alegria e profunda satisfação, abençoe toda a existência."

O equivalente é encontrado no Cânone em Pali, "Aquele que não retalia vence uma batalha difícil de vencer", como também no tradicional texto zen Shodoka, em trecho já mencionado aqui: “Se as pessoas ofenderem e difamarem você, deixe-os: eles estão brincando com fogo, tentando queimar o céu. Quando eu os ouço, suas palavras são gotas de néctar que me mostram que esse momento está livre de conceituação. Palavras ofensivas são bençãos disfarçadas, e meus ofensores bons professores. Esta mente tem espaço para difamação e ofensa e é ela mesma compaixão e paciência sem originação.”

É relevante também a seguinte menção (acho que do Sutra Avatamsaka): "Um bodhisattva se preocupa com o que faz, não com o que recebe. Um homem comum se preocupa com o que recebe, e não com o que faz."

A flor de lótus nasce incólume da lama.

O Caminho da Sabedoria (conclusão)

terça-feira, 31 de agosto de 2010


"O que este Caminho da Sabedoria é feito para conquistar? Há três classes de condições que impedem o indivíduo de avançar no caminho da Iluminação. Primeiro, há atrações surgidas dos sentidos, de condições externas e da mente discriminadora. Segundo, há as condições internas da mente, seus pensamentos, desejos e humor. As práticas preliminares são feitas para eliminar todas essas. A terceira classe de impedimentos são as urgências instintivas e fundamentais do indivíduo - a vontade de viver e de aproveitar, a vontade de adorar a própria personalidade, a vontade de propagação, que dão origem à ganância e luxúria, medo e raiva, soberba, orgulho e egoísmo. A prática da Perfeição da Sabedoria (Prajna Paramita) é feita para controlar e eliminar esses impedimentos instintivos. Por ela a mente gradualmente se torna mais clara, mais luminosa, mais pacífica. A compreensão se torna mais penetrante, a fé se aprofunda e se amplia, até que elas se fundem no inconcebível Samadhi da Natureza Pura da Mente. Na medida que o indivíduo continua na prática do Caminho da Sabedoria, ele se torna menos e menos suscetível à pensamentos de conforto e de desolação; a fé se torna mais confiante, mais pervasiva, beneficente e contente; e o medo e o retrogresso desaparecem. Mas não pense que a consumação pode ser obtida facilmente ou rapidamente; muitos renascimentos podem ser necessários, muitos ciclos universais podem ter que passar. Enquanto houver dúvida, descrédito, difamação, má-conduta, impedimentos kármicos, fraqueza de fé, orgulho, preguiça e agitação mental, enquanto mesmo sombras desses persistirem,  não pode haver a conquista do Samadhi dos Buddhas.  Mas aquele que conquista a radiância do mais alto Samadhi, será capaz de realizar, com todos os Buddhas, a perfeita unidade de todos os seres com o Dharmakaya da Natureza de Buddha. No puro Dharmakaya não há dualismo, nem sombra de diferenciação. Todos os seres sencientes, se apenas pudessem perceber isso, já estão no Nirvana. A Natureza pura da Mente é o Mais Alto Samadhi, é Anuttara-samyak-sambodhi, é Prajna Paramita, é a Mais Alta Sabedoria Perfeita."

Ashvaghosha - O Despertar da Fé Mahayana (in: The Perennial Philosophy, por Aldous Huxley)

O Caminho da Sabedoria

domingo, 29 de agosto de 2010


"Quando uma pessoa se levanta, fica de pé, caminha, faz algo, pára, ela deve constantemente concentrar a mente no próprio ato, não na sua relação com o ato, nem na sua natureza ou valor. Deve-se ter em mente [não-verbalmente]: há caminhar, há parar, há realizar; e não: eu estou caminhando, eu estou fazendo isso, é uma coisa boa, é uma coisa ruim, eu estou ganhando mérito, sou eu que estou percebendo quão maravilhoso isso é. Então surgem pensamentos agradáveis, sentimentos de elação ou de fracasso ou de infelicidade. Ao invés de tudo isso, deve-se simplesmente praticar a concentração da mente no próprio ato, entendê-lo como um meio hábil para o despertar da tranqüilidade da mente, realização, insight e Sabedoria; devendo-se seguir a prática da fé, diligência e contentamento. Após um longo período de prática, a amarração a velhos hábitos se enfraquece e desaparece, e no seu lugar aparecem confiança, satisfação, atenção plena e tranqüilidade."

Ashvaghosha - O Despertar da Fé Mahayana (in: The Perennial Philosophy, por Aldous Huxley)

Fotos do Zazenkai no Rio de Janeiro

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


Participantes do Zazenkai no Rio de Janeiro com Monge Genshô, em 22 de agosto de 2010. Obrigado a todos!

Perguntas verdadeiramente importantes

domingo, 8 de agosto de 2010


Talvez uma das perguntas mais importantes seja: "Como ajudar a superar a aflição e sofrimento, em mim e nos outros?" Foi uma pergunta mais ou menos assim que marcou o início da busca espiritual de Buddha Shakyamuni.

Outra maneira de fazer a mesma pergunta é "O que fazer para que no mundo haja paz e harmonia, para mim e para os outros?" A prática budista é praticar para que no mundo haja paz e harmonia. Foi mais ou menos dessa forma que Saikawa Roshi explicou a prática budista para a audiência após a cerimônia de ordenação monástica dia 25/07/2010 em Florianópolis, tal como eu me lembro.

Uma outra maneira de fazer essa pergunta, de maneira ainda mais abrangente, é "Qual é o Caminho? Qual é a Prática?" Foi a pergunta que Dogen Zenji teria feito quando percebeu a sabedoria de um tenzo (cozinheiro chefe) enquanto procurava por um mestre verdadeiro na China, tal como relatado no filme Zen - A vida de Dogen Zenji. O tenzo lhe respondeu algo como: "Continue perguntando, penetre nessa questão, e você encontrará o que procura." [Esse caso é relatado por Dogen no Tenzo kyokun]

A principal causa de sofrimento no mundo é nossa falsa noção de separação, o conceito de "Eu Sou", que é fortemente enraizado em nosso íntimo. Uma maneira de enfraquecer essa noção é perguntando sinceramente e profundamente "Quem sou eu?" É difícil encontrar quem sou eu de verdade. É mais fácil perceber o que eu não sou, embora na maior parte do tempo eu aja como se fosse essas coisas: eu não sou meu corpo, eu não sou minhas sensações, eu não sou minhas posses, eu não sou minha profissão, eu não sou esta ou aquela idéia, esse ou aquele pensamento. Todas essas coisas não sou eu. Quem sou eu?

Uma outra maneira de enfraquecer essa falsa noção de separação é praticando zazen-shikantaza. Por que não praticar?

Como estabelecer uma prática diária de zazen

quinta-feira, 15 de julho de 2010

 Método súbito:

Simplesmente sentar (zazen-shikantaza), todos os dias, até o último dia de vida, de acordo com as instruções de um professor qualificado, sem pestanejar, começando hoje mesmo. 


A instrução a respeito da duração e freqüencia de prática pode variar de professor para professor, de mestre para mestre, mas um exemplo é praticar 40 minutos pela manhã e 40 minutos à noite, sendo isso possível.



Método gradual:

Para algumas pessoas, eu por exemplo, o corpo-mente pode recusar-se ao método súbito, podendo até mesmo rejeitar por completo a prática nesses termos, sendo nesse caso necessário acostumá-lo aos poucos. Por exemplo, iniciando com sessões diárias de 5 minutos, e aumentando 5 minutos por mês. Após sete meses a prática será de 40 minutos. Se a prática for abandonada, não desistir, e começar tudo de novo.


Sobre práticas em grupo e prática correta:

A prática em grupo freqüente é uma forma excelente de manter a prática, principalmente em momentos de desânimo. A força dos outros ajuda a continuar.  

Eu vejo que algumas pessoas (eu mesmo às vezes) preocupam-se muito se estão praticando corretamente ou não, o que é uma preocupação importante. Mas no meu entendimento atual o mais importante é estabelecer uma prática constante, mesmo que ela não esteja totalmente correta. Essa prática é razoavelmente difícil de estabelecer, e estando estabelecida, haverão oportunidades de corrigí-la junto a um bom mestre, ao menos se essas oportunidades não forem desperdiçadas. 

Se no entanto uma pessoa não estabelecer uma prática, não irá praticar nem mesmo incorretamente, e nunca terá oportunidade de praticar corretamente.

Sobre o Sesshin de Inverno em Florianópolis

terça-feira, 8 de junho de 2010


Zazen ao som do vento e do mar.
Outro sesshin diferente e incomparável.
Caminhada sob o sol, pulmões cheios de ar.
Cada momento é uma flor inigualável.
Iniciantes são fantásticos praticantes.
Até com o mais novo muito se aprende.
Individualidades são claramente abaladas.
Todos fazem tudo juntos sempre.
Diversidades viram uma questão estética.
Diferenças estéticas meramente.
Erros e acertos ocorrem naturalmente.
Mas erros são corrigidos cuidadosamente.
O que é necessário faz-se sem hesitação.
Não há motivo algum para fugir.
Pedidos são cumpridos.
Desejos são ignorados.
Cordas frouxas são apertadas.
Cordas tensas são relaxadas.
O silêncio fala melhor do que qualquer língua.
Não faz juz qualquer coisa que se diga a respeito.
No fim a vontade é que não terminasse.
Quem nunca fez não tem idéia do que está perdendo.

Não espere

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Se você abandonar a prática, não espere que alguém lhe chame de volta (volte por si próprio).

Haiku 8

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não há nada
igual a só sentar
Todos os dias

Sobre preocupações com o futuro e a urgência da prática

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Um livro não-buddhista — os Compêndios de Confúcio— nos diz que, se ouvirmos a verdade de manhã, podemos morrer tranqüilamente à tarde. Mesmo que tombemos na próxima esquina de frio e fome, devemos praticar, que seja só por um dia, ou um momento. Deve-se inteiramente à nossa cegueira, proveniente do apego ao mundo, repetirmos o ciclo de nascimentos e mortes, com nossas idéias preconcebidas, em períodos infindáveis de tempo. Seria a alegria eterna, se viéssemos a perecer nesta vida seguindo o Caminho de Buddha. Acrescente-se a isto que, em todo o tesouro das escrituras buddhistas, nunca houve um caso registrado na Índia, na China ou no Japão, de alguém que tivesse morrido de fome e frio enquanto estivesse praticando o buddhismo. Comida e roupa, as necessidades básicas, são já direitos nossos de nascimento, nós já viemos ao mundo com esses." Shobogenzo Zuimonki, cap. 1, caso 19.


Há um certo paralelismo entre esse caso de Dogen Zenji e a prática Purgatio relatada na postagem "Monges do Deserto", em termos de prática espiritual.

No fim do "Purgatio", ou em grego "Catharsis", um período que frequentemente durava muitos anos, o monge havia aprendido a acreditar pacificamente no Senhor para todas as suas necessidades.

Há também um caso semelhante na Bíblia, fortemente simbólico, no livro Êxodo: Enquanto o povo hebreu vagava pelo deserto, guiado por Moisés, Deus enviava diariamente um alimento que caía do céu como flocos de neve: o maná. Não podia ser guardado e acumulado para outros dias. Algumas famílias que ousavam guardá-lo tinham uma surpresa desagradável na manhã seguinte - encontravam uma massa podre e fétida, cheia de vermes.


P.S.: Tal como implícito nos casos acima , o fato de ser relativamente fácil para a comida encontrar a boca - mesmo havendo muita pobreza, isso ocorre praticamente todos os dias para a maioria das 6 bilhões de pessoas na face da Terra - isso não me exime da obrigação mais que devida de agradecer por toda a comida que chega à minha boca, todos os dias. Isso é equivalente a "agradecer a Deus", ou em outras palavras, "ser grato pela vida" ou "reconhecer a vida como sagrada" que é nesse caso nada mais que "fazer aquilo que tem que ser feito".

Anotação aleatória (XLVI)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Eu não deveria nunca pensar "as pessoas devem me ajudar de tal forma." Eu deveria sempre pensar "como eu posso ajudar as pessoas?"

Zazen 2010 e além

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Nós iremos sentar nas praias, nós iremos sentar nos parques, nós iremos sentar nas ruas e no alto de prédios, nós iremos sentar em casas, nós iremos sentar em templos e salas de prática, nós iremos sentar em grupo ou sozinhos, nós nunca desistiremos.

SHU JO MU HEN SEI GAN DO
BON NO MU JIN SEI GAN DAN
HO MON MU RYO SEI GAN GAKU
BUTSO DO MU JO SEI GAN JO

Os seres são inumeráveis, faço voto de libertá-los.
As ilusões são inexauríveis, faço voto de extingui-las.
Os portais do Dharma são incontáveis, faço voto de penetrá-los.
O Caminho de Buda é insuperável, faço voto de realizá-lo.

Difícil de explicar

domingo, 27 de dezembro de 2009