O Caminho da Sabedoria (conclusão)
terça-feira, 31 de agosto de 2010Postado por Jōken às 22:50 2 comentários
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Monges do Deserto
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010Nesse ponto o "Illuminatio" ou em Grego "theoria" começava. Durante esse período o monge aprendia os caminhos para a santidade revelada no Evangelho. Durante o "Illuminatio" muitos monges aceitavam visitantes e estudantes, e cuidavam dos pobres o tanto o quanto seus parcos recursos permitiam. Eles se identificavam fortemente com Cristo quando Ele ensinava o Sermão da Montanha, registrado em Mateus capítulos 5, 6 e 7. O monge continuava sua vida de humildade no Espírito de Deus; sua aceitação estóica do sofrimento frequentemente fazia dele o único homem capaz de tomar responsabilidades heróicas ou difíceis para a comunidade Cristã local. Muitos monges morriam sem nunca ter passado além dessa etapa.
O estágio final era o "Unitio", ou em grego, "theosis", um período no qual a alma do monge e o Espírito de Deus se ligavam em uma união frequentemente descrita como o casamento da Canção de Salomão (também chamada de "Canção das Canções" ou "Cântico do Cânticos"). Monges mais velhos frequentemente debandavam para o deserto profundo ou para florestas remotas para encontrar a solidão e a paz que esse nível de consciência mística demandava. Nesse estágio, o monge se identificava com o Cristo transfigurado, que após a ressurreição permanecia frequentemente oculto de seus discípulos. Ascetas que atingiam esse nível de iluminação ascética são chamados de Schema.
de http://en.wikipedia.org/wiki/John_Cassian
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Não-Livre
sábado, 14 de novembro de 2009Postado por Jōken às 00:09 2 comentários
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Lições durante o zazen
segunda-feira, 6 de julho de 2009- Quanto mais eu me debato, não aceitando a situação atual, querendo estar em outro lugar, mais difícil ela se torna.
- Quanto mais maleável eu seja, aceitando o momento presente, sendo um com o momento, mais fácil ele se torna.
- A dificuldade rejeitada é dificuldade. A dificuldade abraçada é não-dificuldade.
- O que ocorre na vida ocorre no zazen. O que ocorre no zazen ocorre na vida.
- Zazen é a própria vida. Essa eu devo ao professor Genshô.
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Anotação aleatória (XXXI)
quarta-feira, 1 de julho de 2009Querer que a mente não se debata num certo instante é como tentar apagar o fogo jogando mais lenha.
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Haiku Quatro
quarta-feira, 17 de junho de 2009dia de inverno -
preguiça de levantar
frio no joelho
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Anotação aleatória (XXVIII)
domingo, 14 de junho de 2009Desobedecendo minha própria vontade egoísta, me sinto mais livre.
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Anotação aleatória (XXVI)
sexta-feira, 5 de junho de 2009Não há nenhuma humildade a ser obtida, mas há muito orgulho a ser abandonado.
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Bons amigos (II)
quinta-feira, 28 de maio de 2009Trecho do excelente livro "Gestos de Equilíbrio", de Tarthang Tulku Rinpoche:
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A perspectiva de terceira pessoa (Parte IV: Ainda sobre estar sozinho)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
São ainda relevantes sobre esse assunto (estar sozinho e praticar sozinho) dois textos publicados no blog do Monge Genshô:O primeiro é um texto de Soyen Shaku (1859-1919) Mestre Zen da escola Rinzai - apelidado no blog do Genshô como Modo de Viver. Eu li esse texto pela primeira vez no blog de Michel Seikan, e muito me chamou a atenção. As sugestões desse texto atacam diretamente alguns dos meus principais defeitos: a falta de disciplina, agir na frente de outras pessoas diferentemente de quando eu estou sozinho, falar e não praticar, e excesso de preguiça ao acordar. Especialmente, quando estou na frente de outras pessoas, procuro agir melhor do que quando estou sozinho (o que denota insinceridade da minha parte).
O segundo é um ensinamento que o Monge Genshô gosta muito de passar, sobre o símbolo do pinheiro na escola Soto Zen. "Na Soto Zen o símbolo do monge é uma folha de pinheiro, porque os pinheiros crescem retos se estão juntos com outros, assim, com estes pode se fazer mastros de navios, retos e direitos, os pinheiros que nascem isolados ficam tortos." Daí a importância de praticar numa comunidade, daí a importância fundamental da Sangha.
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Mais alguns medos
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Se eu tenho medo de perder, é porque ainda não aprendi a doar.
Se eu tenho medo de errar, é porque ainda não larguei o orgulho de querer ser perfeito.
Se eu temo adoecer, é porque não aceito a impermanência inevitável da saúde.
Se eu temo envelhecer, é porque não aprendi a ser como uma criança todos os dias.
Se eu tenho medo de morrer, é porque ainda não aprendi a viver.
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Sem desculpas
sábado, 21 de março de 2009Alguém disse: "Eu sou enfermo e não sou talentoso, e não tenho a força para praticar o Caminho. Porém eu ouvi os ensinamentos essenciais e gostaria de me retirar e viver sozinho, passando o resto da vida cuidando do meu corpo e da minha saúde frágil."
Isso é um grande erro.
Os velhos sábios não necessariamente tinham um saúde excelente. E eram os homens do passado todos dotados de um talento superior? Não faz assim tanto tempo desde a morte do Buddha, e aqueles que o ouviram durante a sua vida não eram todos seres superiores. Entre seus seguidores estavam ambos os bons e os maus. Entre eles haviam alguns cuja conduta era inacreditavelmente ruim, e também pessoas do tipo mais baixo. Porém não havia nenhum que, alegando inferioridade, falhou em despertar uma mente que segue o Caminho. Nem havia nenhum que, dizendo que não tinha talento, se negava a praticar o Caminho. Se você não praticar e estudar nessa vida, em qual vida você espera obter o talento e o bem estar para praticar o Caminho? O essencial para o estudo são simplesmente esses: despertar uma mente que segue o Caminho e praticar como se fosse a última coisa da sua vida.
Dogen Zenji, no Shobogenzo Zuimonki - Capítulo 6, Parte II.
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Diáspora Tibetana
domingo, 15 de março de 2009Preservar integralmente uma cultura fora de sua terra é um feito dificílimo, do qual só se conhece um exemplo notável na história da humanidade: o dos judeus. No vídeo a seguir (em inglês), Dalai Lama fala da semelhança entre os tibetanos e os judeus, compartilhando do imenso sofrimento que este sofreram ao serem afastados de sua terra natal, das perseguições sistemáticas ao longo dos séculos, culminando na grande tragédia do Holocausto, à semelhança do sofrimento e da tragédia tibetana (estimam-se mais de 1,3 milhão de mortos em decorrência da invasão e repressão chinesa). Mesmo assim, num resultado altamente improvável, eu diria milagroso, os judeus conseguiram preservar sua cultura após quase 2000 anos afastados de sua terra natal. Visivelmente emocionado, Dalai Lama até brinca, pedindo que os líderes judeus com quem se encontrou lhe ensinassem alguma "técnica secreta" que eles guardassem.
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Preguiça
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008A raiz de todas essas desculpa é uma só: minha própria preguiça. Não é a toa que a preguiça é considerada um dos principais obtáculos para a prática.
Como as justificativas para não praticar são variadas e criativas, a única alternativa é praticar não importa o que aconteça ou quais forem as circunstâncias. Se estiver um calor insuportável eu tenho que pensar: "está um calor insuportável, que momento ótimo praticar!". Ou melhor ainda, nem penso em nada e apenas pratico. Se estiver um frio insuportável eu tenho que pensar: "está um frio insuportável, que momento ótimo praticar!". Ou melhor ainda, nem penso em nada e apenas pratico. A prática contínua alimenta a disciplina e a disciplina alimenta a prática contínua.
Disse o Buddha:
"Quem diz está muito quente, muito frio, muito tarde,
e deixa as coisas por fazer,
as oportunidades para fazer o bem
passam desapercebidas por tais homens.
Porém aquele que vê no frio ou no calor
menos que um pedaço de capim,
e que faz o que deve ser feito,
não irá perder a felicidade."
Postado por Jōken às 18:57 0 comentários
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