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Máquina de lavar

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011



Além de lavar roupas, é um bom cronômetro para o zazen!

Zazen para todos

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cena do filme "Zen": A vida de Dogen

O sofrimento é causado pela ignorância.
Ignorância é a ilusão do "eu".
A ilusão do eu é alimentada pelo desejo de que as coisas sejam diferentes do que são nesse exato momento.

A raiva ocorre quando algo não é como eu quero.
A cobiça ocorre quando eu quero algo que não tenho.

"Isso eu quero", "isso eu não quero", essas são as origens do sofrimento.

Zazen é a imediata cessação do sofrimento e das causas do sofrimento.
"Deixe vir, deixe ir", essa é a regra do Zazen. Deixar ser tal como é.

Buddha é aquele que é tal como é. Zazen é a prática de Buddha.
Sentando sem nada querer e sem nada buscar, experimenta-se pela primeira vez o gosto da liberdade.

Cada coisa tem seu lugar no contexto de todas as coisas. 
Querer algo diferente daquilo que é nesse exato momento é criar a ilusão do eu, desequilibrar o que estava equilibrado, a origem do sofrimento.
Ser tal como é nesse exato momento é estar no lugar correto no contexto de todas as coisas. É unir-se com todas as coisas.

Divulgação: Zazenkai em Florianópolis

domingo, 6 de fevereiro de 2011


Clique na imagem para ampliar.

O mundo segue girando

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sentando quieto -
mundo segue girando
nós vamos junto

Divulgação - ZENPLANALTO

sábado, 4 de setembro de 2010

 Shikantaza
"Simplesmente sentar"

COMUNIDADE ZEN BUDDHISTA
ZENPLANALTO
Orientação Monge Genshô

Práticas Regulares:
Formosa-GO; Guará-DF; Lago Sul-DF

Contato:
(61) 8218.9464

O Caminho da Sabedoria

domingo, 29 de agosto de 2010


"Quando uma pessoa se levanta, fica de pé, caminha, faz algo, pára, ela deve constantemente concentrar a mente no próprio ato, não na sua relação com o ato, nem na sua natureza ou valor. Deve-se ter em mente [não-verbalmente]: há caminhar, há parar, há realizar; e não: eu estou caminhando, eu estou fazendo isso, é uma coisa boa, é uma coisa ruim, eu estou ganhando mérito, sou eu que estou percebendo quão maravilhoso isso é. Então surgem pensamentos agradáveis, sentimentos de elação ou de fracasso ou de infelicidade. Ao invés de tudo isso, deve-se simplesmente praticar a concentração da mente no próprio ato, entendê-lo como um meio hábil para o despertar da tranqüilidade da mente, realização, insight e Sabedoria; devendo-se seguir a prática da fé, diligência e contentamento. Após um longo período de prática, a amarração a velhos hábitos se enfraquece e desaparece, e no seu lugar aparecem confiança, satisfação, atenção plena e tranqüilidade."

Ashvaghosha - O Despertar da Fé Mahayana (in: The Perennial Philosophy, por Aldous Huxley)

O Caminho da Tranqüilidade

sábado, 28 de agosto de 2010



O ensinamento abaixo faz parte do texto "O Despertar da Fé Mahayana", atribuído tradicionalmente a Ashvaghosha (Anabotei Dai-Oshô na linhagem Zen). A versão existente mais antiga é a chinesa, datada do ano 553, tradução do sânscrito para o chinês de Paramartha (tradutor também para o chinês do Compêndio do Abhidharma, de Vasubandhu - Bashubanzu Dai-Oshô). O texto tem  vários séculos, mas essencialmente é a mesma instrução que é dada atualmente para os praticantes de zazen-shikantaza, quanto à atitude mental durante o zazen.

"Aqueles que irão praticar o 'aquietamento' devem se retirar a um lugar tranqüilo, e lá, sentando de modo ereto, sinceramente procurar tranqüilizar e concentrar a mente. A princípio pode-se pensar na própria respiração, mas não é sábio continuar essa prática por muito tempo, nem deixar a mente descansar em qualquer aparência particular, ou visões, ou concepções, surgidas dos sentidos, tais como os elementos primários terra, água, fogo e éter, nem deixá-la descansar em qualquer das percepções da mente, particularizações, discriminações, humores ou emoções. Todos os tipos de idealizações devem ser descartados tão logo que surjam; até mesmo as noções de controlar e descartar devem ser abandonadas. A mente deve ser como um espelho, refletindo as coisas, mas sem julgá-las ou retê-las. As concepções por elas mesmas não têm substância, deixe-as surgirem e irem embora livremente. Concepções surgidas dos sentidos e da mente inferior não tomarão forma por elas mesmas, a não ser que sejam agarradas pela atenção; se forem ignoradas, não haverá nem aparecimento nem desaparecimento. O mesmo é verdade para condições fora da mente; não se deve permitir que elas capturem a atenção e atrapalhem a prática. A mente não pode ficar absolutamente vazia, e como os pensamentos surgidos dos sentidos e da mente inferior são descartados e ignorados, devem ser substituídos pela mentalização correta. Surge então a pergunta: O que é mentalização correta? A resposta é: mentalização correta é a realização da própria mente, da sua Natureza* pura e não-diferenciada.  Quando a mente está fixada em sua Natureza pura, não deve restar nenhuma noção persistente de eu, nem de eu no ato de realizar, nem de realização como fenômeno... "

Ashvaghosha - O Despertar da Fé Mahayana (in: The Perennial Philosophy, por Aldous Huxley)



* Optei na tradução pela palavra Natureza ao invés da palavra "Essência" já que esta parece ser atualmente evitada por tradutores budistas por confundir-se com outros conceitos pré-estabelecidos de essência na  filosofia ocidental.

Perguntas verdadeiramente importantes

domingo, 8 de agosto de 2010


Talvez uma das perguntas mais importantes seja: "Como ajudar a superar a aflição e sofrimento, em mim e nos outros?" Foi uma pergunta mais ou menos assim que marcou o início da busca espiritual de Buddha Shakyamuni.

Outra maneira de fazer a mesma pergunta é "O que fazer para que no mundo haja paz e harmonia, para mim e para os outros?" A prática budista é praticar para que no mundo haja paz e harmonia. Foi mais ou menos dessa forma que Saikawa Roshi explicou a prática budista para a audiência após a cerimônia de ordenação monástica dia 25/07/2010 em Florianópolis, tal como eu me lembro.

Uma outra maneira de fazer essa pergunta, de maneira ainda mais abrangente, é "Qual é o Caminho? Qual é a Prática?" Foi a pergunta que Dogen Zenji teria feito quando percebeu a sabedoria de um tenzo (cozinheiro chefe) enquanto procurava por um mestre verdadeiro na China, tal como relatado no filme Zen - A vida de Dogen Zenji. O tenzo lhe respondeu algo como: "Continue perguntando, penetre nessa questão, e você encontrará o que procura." [Esse caso é relatado por Dogen no Tenzo kyokun]

A principal causa de sofrimento no mundo é nossa falsa noção de separação, o conceito de "Eu Sou", que é fortemente enraizado em nosso íntimo. Uma maneira de enfraquecer essa noção é perguntando sinceramente e profundamente "Quem sou eu?" É difícil encontrar quem sou eu de verdade. É mais fácil perceber o que eu não sou, embora na maior parte do tempo eu aja como se fosse essas coisas: eu não sou meu corpo, eu não sou minhas sensações, eu não sou minhas posses, eu não sou minha profissão, eu não sou esta ou aquela idéia, esse ou aquele pensamento. Todas essas coisas não sou eu. Quem sou eu?

Uma outra maneira de enfraquecer essa falsa noção de separação é praticando zazen-shikantaza. Por que não praticar?

Palestra gratuita com Monge Genshô no Rio de Janeiro

quarta-feira, 28 de julho de 2010






































Palestra gratuita com Monge Genshô no Rio de Janeiro sobre Zen Budismo








Zen ou Zen-budismo é o nome japonês da tradição Ch'an, surgida na China, e associada em suas origens ao Budismo do ramo Mahayana,  "Grande Veículo", síntese doutrinária dos ensinamentos do Buddha Shakyamuni. Cultivado sobretudo na ChinaJapãoVietnã e Coréia. A prática básica do Zen na versão japonesa é o Zazen, tipo de meditação contemplativa que visa levar o praticante à "experiência direta da realidade". No Zen japonês, há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans. Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.

Monge Genshô iniciou no Dharma através de Tokuda Sensei, em 1973, teve sua investidura leiga em 1992 com o nome de Meihô, sendo ordenado monge na forma limitada de ordenação particular em 2001, após passou para a orientação de Moriyama Roshi, de quem foi professor assistente, até que este também voltou para o Japão em 2005, foi então ordenado oficialmente pelo Sookan (Superior Geral) da América Latina, Dosho Saikawa Roshi, monge da Soto Zen, em 2008 graduou-se na cerimônia de Hossenshiki (Combate do Dharma) tendo como Mestre o próprio Saikawa Roshi, dirige a Comunidade zen budista de Florianópolis aqual tem grupos relacionados sob sua responsabilidade em Rio do Sul, Joinville, Rio de Janeiro, Goiânia e Curitiba. Na vida leiga atua como consultor de empresas de grande porte dirigindo uma empresa de consultoria em gestão.

Dia: 20 de agosto de 2010 (sexta-feira)
Horário: 18:45-20:15
Local: Auditório da ABERJ - Av. Rio Branco, 81 / 19º andar - Centro - Rio de Janeiro - Próximo à Estação de Metrô Uruguaiana

A palestra é gratuita. Contribuições espontâneas são bem-vindas.

Inscrições e informações com João Destri: jdestri@gmail.com - (21) 8144-3587


Como estabelecer uma prática diária de zazen

quinta-feira, 15 de julho de 2010

 Método súbito:

Simplesmente sentar (zazen-shikantaza), todos os dias, até o último dia de vida, de acordo com as instruções de um professor qualificado, sem pestanejar, começando hoje mesmo. 


A instrução a respeito da duração e freqüencia de prática pode variar de professor para professor, de mestre para mestre, mas um exemplo é praticar 40 minutos pela manhã e 40 minutos à noite, sendo isso possível.



Método gradual:

Para algumas pessoas, eu por exemplo, o corpo-mente pode recusar-se ao método súbito, podendo até mesmo rejeitar por completo a prática nesses termos, sendo nesse caso necessário acostumá-lo aos poucos. Por exemplo, iniciando com sessões diárias de 5 minutos, e aumentando 5 minutos por mês. Após sete meses a prática será de 40 minutos. Se a prática for abandonada, não desistir, e começar tudo de novo.


Sobre práticas em grupo e prática correta:

A prática em grupo freqüente é uma forma excelente de manter a prática, principalmente em momentos de desânimo. A força dos outros ajuda a continuar.  

Eu vejo que algumas pessoas (eu mesmo às vezes) preocupam-se muito se estão praticando corretamente ou não, o que é uma preocupação importante. Mas no meu entendimento atual o mais importante é estabelecer uma prática constante, mesmo que ela não esteja totalmente correta. Essa prática é razoavelmente difícil de estabelecer, e estando estabelecida, haverão oportunidades de corrigí-la junto a um bom mestre, ao menos se essas oportunidades não forem desperdiçadas. 

Se no entanto uma pessoa não estabelecer uma prática, não irá praticar nem mesmo incorretamente, e nunca terá oportunidade de praticar corretamente.

Zazen II

domingo, 11 de julho de 2010



Sentado.
Respirando.
Vivo.

Zazen

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Crédito da imagem - Estátua de Kodo Sawaki Roshi


Sentado.
Nada faltando.
Completo.

Sobre o Sesshin de Inverno em Florianópolis

terça-feira, 8 de junho de 2010


Zazen ao som do vento e do mar.
Outro sesshin diferente e incomparável.
Caminhada sob o sol, pulmões cheios de ar.
Cada momento é uma flor inigualável.
Iniciantes são fantásticos praticantes.
Até com o mais novo muito se aprende.
Individualidades são claramente abaladas.
Todos fazem tudo juntos sempre.
Diversidades viram uma questão estética.
Diferenças estéticas meramente.
Erros e acertos ocorrem naturalmente.
Mas erros são corrigidos cuidadosamente.
O que é necessário faz-se sem hesitação.
Não há motivo algum para fugir.
Pedidos são cumpridos.
Desejos são ignorados.
Cordas frouxas são apertadas.
Cordas tensas são relaxadas.
O silêncio fala melhor do que qualquer língua.
Não faz juz qualquer coisa que se diga a respeito.
No fim a vontade é que não terminasse.
Quem nunca fez não tem idéia do que está perdendo.

Haiku 8

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não há nada
igual a só sentar
Todos os dias

Instabilidade e estabilidade no zazen

sexta-feira, 19 de março de 2010

Após enfrentar alguns meses de instabilidade no zazen, causando às vezes muita preguiça, outras vezes desempolgação, cheguei a uma certa dieta obtida experimentalmente que parece ter estabilizado as coisas, pelo menos por enquanto.

1 - Reduzir a quantidade de notícias que absorvidas diariamente, especialmente comentário político: algumas dessas notícias despertam raiva em mim, assim evitá-las acaba sendo mais prudente, além de ser uma tremenda economia de tempo, pois as notícias sempre se repetem. Como diz o Dalai Lama, se algo realmente importante acontecer, alguém vai me avisar.

2 - Evitar brigas com minha esposa e outras pessoas queridas: o melhor é sempre ceder. Não sei porque eu fico brigando, supostamente eu perderia alguma coisa por ceder, mas na verdade é bem melhor ceder em qualquer discussão do que ficar batendo o pé. Simplifica muito as coisas, tornando a mim mesmo e a outra pessoa mais felizes. Ceder é uma beleza.

3 - Evitar confusões no trabalho: como um colega meu sabiamente me lembrou, se não for para dizer nada que possa criar uma situação melhor, é melhor permanecer quieto.

4 - Aumentar aos poucos a quantidade de zazen diário: parece haver uma quantidade mínima ideal para mim. Abaixo dessa quantidade as coisas desandam.

5 - Formalizar um pouco o zazen: zazen muito desleixado não funciona muito bem para mim. Oferenda de incenso ajuda.

6 - Melhorar a postura do zazen: tenho treinado ficar sentado em meio-lótus (hankafuza) ao invés da birmanesa, "produz" um zazen mais estável e imóvel. Tem exigido um pouco de treino de alongamento, mas vale a pena. Um dia talvez eu consiga kekkafuza.

7 - Leitura do Shobogenzo, de Dogen Zenji: parece aumentar a minha diligência e estabilizar o zazen por algum motivo misterioso. Link (em inglês).

Avisos

segunda-feira, 15 de março de 2010

Atenção, por favor:

O presente blog pode apresentar erros graves, e os textos contidos nele representam somente e tão somente a mera opinião do autor (eu mesmo), como conseqüência até mesmo o entendimento incorreto do autor. Quando estiver escrito "Tal coisa" entenda "Na opinião do autor tal coisa" ou "Até onde o autor aprendeu de alguma fonte, não necessariamente correta, tal coisa". Na melhor das hipóteses, "na experiência limitada do autor, tal coisa". Muitas vezes são citados outros textos, entenda somente que o autor julgou o texto pertinente ao assunto, porém esses textos, mesmo que sejam consagrados podem ser distorcidos fora do contexto, ou mesmo não serem tão válidos assim. Nenhuma opinião ou declaração contida nesse blog deve ser tomada como verdade por nenhuma pessoa. Tentarei dentro do possível deixar isso o mais claro o possível nos textos, e corrigir qualquer erro que seja apontado, mas isso não exime de forma alguma a possibilidade de erros, nem a responsabilidade do autor (eu mesmo) pelos equívocos cometidos. O blog é meramente um exercício do autor, que por hora o considera pertinente para si próprio, e não deve ser entendido de nenhuma outra forma.

Muitos dos textos nesse blog pretendem ter algum fundamento buddhista, porém alguns ou até todos eles podem não ter nenhuma compatibilidade verdadeira com o buddhismo, especialmente se forem julgados sob um critério tradicional e/ou ortodoxo, por um professor ou mestre qualificado e realizado. Eu não tenho nenhuma autorização especial para escrever os textos aqui, de nenhum professor ou escola buddhista, e não me considero apto a ter qualquer autorização desse tipo. Escrevo os textos por minha própria conta e risco, até com uma certa ousadia, e portanto peço aos eventuais leitores que entendam os potenciais riscos de ler os textos escritos aqui.

Atenção também à nota de rodapé do blog: Os textos contidos neste site são de autoria de um praticante com pouca experiência, exceto quando de outra forma indicado, e não devem ser tomados como ensino de Dharma formal ou informal. Para receber ensinamentos do Dharma apropriadamente, procure um Centro Buddhista ou professor do Dharma qualificado e reconhecido.

Portanto caso você não se julgue maduro o suficiente para não se deixar levar por meras opiniões, o melhor talvez seja nem ler este blog. Aliás, existem infinitas coisas comprovadamente melhores para fazer do que ler esse blog; notáveis exemplos são praticar zazen ou procurar um centro buddhista. Mas agradeço de qualquer forma a sua visita.

Intimidade com o Caminho

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"O Caminho é realizado através da mente ou através do corpo? As escolas do Dharma dizem que, já que o corpo e a mente são idênticos, é realizado através do corpo. Apesar disso, já que elas dizem que o corpo e a mente são idênticos, não é dito explicitamente que o Caminho é realizado pelo corpo. No Zen o Caminho é realizado com ambos corpo e mente. Se você contemplar o Budismo com a mente apenas, nem por dez mil kalpas ou mil vidas você realizará o Caminho. Mas se você deixar a mente ir e colocar de lado o conhecimento e entendimento intelectual, você realizará o Caminho. Aqueles que realizaram a iluminação vendo a florescência ou ouvindo sons a realizaram através do corpo. Portanto, se você deixar de lado completamente os pensamentos e conceitos da mente e se concentrar apenas no zazen, você obterá intimidade com o Caminho. A realização do caminho é verdadeiramente consumada com o corpo. Por essa razão, eu lhes peço para se concentrarem no zazen."

Shobogengo Zuimonki, capítulo 2-26, por Dogen Zenji

Vindo do Zen - The Possible Way

Meu comentário: Quando a mente esquece o corpo, é só fantasia. Quando o corpo esquece a mente, pode ser mais verdadeiro. Quando ambos se esquecem, aí eu não sei.

Nascimento

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Escuridão nascida de escuridão. O início de todo o entendimento (Tao Te Ching Cap. 1)

(Mudra cósmico de Sawaki Kodo Roshi)

Fiat lux (Genêsis 1:3)

(Ensô)

(Samsara)

As partes e o Todo (ou: Relação entre as mentes)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nota de observação: O texto a seguir, bem como demais textos desse blog, corresponde somente ao entendimento atual do autor. Esse entendimento não é definitivo e absoluto, sendo pelo contrário, relativo, e podendo ser alterado com o tempo. Dessa forma, qualquer coisa aqui escrita não deve ser tomada como certa ou como verdade por ninguém.


- Você e eu, como seres sencientes, experenciamos, nesse exato momento, uma parte da Totalidade-das-Experiências-Experenciáveis-pelos-Seres-Sencientes.

- Uma experiência inclui/exclui todas as outras (pois na experiência do gosto da laranja está implícita a não-experiência do gosto da maçã, experiência que inclusive poderia ser simultânea).

- Aquilo que eu sou nesse exato momento é indiscernível da experiência desse exato momento.

- Assim os seres sencientes são tão inúmeráveis quanto as diferentes variações de experiências que existem, e são indistintos delas.

- Portanto a Totalidade-das-Experiências-Experenciáveis-pelos-Seres-Sencientes não é senão o próprio conjunto de Seres Sencientes.

- Quem disse que "este ser" é separado da Totalidade-das-Experiências-Experenciáveis-pelos-Seres-Sencientes?

- Assim, quem disse que "este ser" é separado dos demais Seres Sencientes?

- Mesmo que a minha experiência desse exato momento seja parcialmente diferente da sua experiência nesse exato momento, a minha experiência somada à minha não-experiência é indiscernível da sua experiência somada à sua não-experiência.

- Essa experiência somada à não-experiência a cada momento corresponde exatamente à própria Totalidade-das-Experiências-Experenciáveis-pelos-Seres-Sencientes.

- Assim, não seria absurdo alguém momentaneamente perceber, ao experimentar um doce, que todos os seres do mundo experimentam o doce com ele. Isso porém necessitaria que esse alguém momentaneamente esquecesse de ser alguém separado, que esquecesse de si mesmo.

- Portanto também não seria absurdo dizer que quando alguém senta em zazen, todos os seres do mundo sentam em zazen com ele. E a experiência de "apenas sentar" é indiscernível da prática de Buddha, sendo portanto indiscernível do próprio Buddha e da própria Iluminação.

Postura do Zazen

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Vídeo: Taisen Deshimaru Roshi explicando a postura do Zazen

"Não deve inclinar-se para os lados, nem para a frente, nem para trás. Deve ficar sentado bem reto, como se estivesse sustentando o céu sobre a cabeça. Isto não é apenas postura ou respiração. Isto expressa o ponto chave do buddhismo. E uma expressão perfeita da sua própria natureza búddhica. Se você busca a verdadeira compreensão do buddhismo, tem de praticar deste modo. Estas formas não são meios para obter um estado mental correto. Assumir a postura já é, em si, o propósito da nossa prática. Ao se colocar nessa postura, sua mente fica naturalmente em estado correto; portanto, não há necessidade de buscar um estado especial da mente."

A Prática Correta
por Shunryu Suzuki

Texto completo em Daissen - Portal Zen