Eu não deveria nunca pensar "as pessoas devem me ajudar de tal forma." Eu deveria sempre pensar "como eu posso ajudar as pessoas?"
Anotação aleatória (XLVI)
sábado, 30 de janeiro de 2010Postado por Jōken às 18:20 0 comentários
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Jôshin-san
terça-feira, 9 de junho de 2009
Hoje faz exatamente um ano que eu vi meu amigo Flávio (Jôshin) pela última vez. Foi no dia seguinte ao do meu casamento (na foto acima eu estou à esquerda e ele à direita). Lembro-me bem pois encontrei-o na Comunidade Zen Budista de Florianópolis, um dia antes de eu retornar ao Rio de Janeiro. No mês seguinte ele veio a falecer.Todas as pessoas que conheceram Jôshin sabem de sua generosidade. Os exemplos dessa generosidade são muitos, certamente a grande maioria desconhecida de mim, mas posso dar meu próprio testemunho com facilidade. Sendo eu muito iniciante, Flávio me ajudou bastante pelo seu exemplo. Sendo sua estatura imensa, era impossível não notar seus movimentos e aprender com eles.
Eu nunca poderei retribuir Flávio pelo que ele me ensinou, e tenho certeza que ele nem esperava nada em troca pela sua generosidade. Eu não terei outra escolha senão tentar retribuir o mundo da melhor forma que eu puder pela oportunidade de ter conhecido Jôshin-san. Se eu conseguir levar adiante um pouco dessa generosidade, uma parte dele continuará sempre viva no mundo. E tenho certeza que ele continua vivo em muitos outros.
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Mais alguns medos
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Se eu tenho medo de perder, é porque ainda não aprendi a doar.
Se eu tenho medo de errar, é porque ainda não larguei o orgulho de querer ser perfeito.
Se eu temo adoecer, é porque não aceito a impermanência inevitável da saúde.
Se eu temo envelhecer, é porque não aprendi a ser como uma criança todos os dias.
Se eu tenho medo de morrer, é porque ainda não aprendi a viver.
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Diáspora Tibetana
domingo, 15 de março de 2009Preservar integralmente uma cultura fora de sua terra é um feito dificílimo, do qual só se conhece um exemplo notável na história da humanidade: o dos judeus. No vídeo a seguir (em inglês), Dalai Lama fala da semelhança entre os tibetanos e os judeus, compartilhando do imenso sofrimento que este sofreram ao serem afastados de sua terra natal, das perseguições sistemáticas ao longo dos séculos, culminando na grande tragédia do Holocausto, à semelhança do sofrimento e da tragédia tibetana (estimam-se mais de 1,3 milhão de mortos em decorrência da invasão e repressão chinesa). Mesmo assim, num resultado altamente improvável, eu diria milagroso, os judeus conseguiram preservar sua cultura após quase 2000 anos afastados de sua terra natal. Visivelmente emocionado, Dalai Lama até brinca, pedindo que os líderes judeus com quem se encontrou lhe ensinassem alguma "técnica secreta" que eles guardassem.
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Anotação aleatória (XII)
quarta-feira, 4 de março de 2009É mais fácil eu ajudar o mundo a realizar as suas vontades do que querer que o mundo realize as minhas vontades.
Embora ambas possam coincidir.
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Divagações possivelmente inúteis
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
A única maneira de preservar qualquer coisa é usá-la para algo bom ou dá-la a alguém que possa fazer um bom uso dela. A única maneira de preservar um conhecimento é ensiná-lo para alguém. Qualquer coisa além disso é acumular pilhas e pilhas de poeira morta.
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Marcadores: anatta, ego, generosidade, morte