Sobre o Sesshin de Inverno em Florianópolis
terça-feira, 8 de junho de 2010Todos fazem tudo juntos sempre.
Diferenças estéticas meramente.
Erros e acertos ocorrem naturalmente.
Mas erros são corrigidos cuidadosamente.
Não há motivo algum para fugir.
Pedidos são cumpridos.
Desejos são ignorados.
Sobre preocupações com o futuro e a urgência da prática
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010Há um certo paralelismo entre esse caso de Dogen Zenji e a prática Purgatio relatada na postagem "Monges do Deserto", em termos de prática espiritual.
No fim do "Purgatio", ou em grego "Catharsis", um período que frequentemente durava muitos anos, o monge havia aprendido a acreditar pacificamente no Senhor para todas as suas necessidades.
Há também um caso semelhante na Bíblia, fortemente simbólico, no livro Êxodo: Enquanto o povo hebreu vagava pelo deserto, guiado por Moisés, Deus enviava diariamente um alimento que caía do céu como flocos de neve: o maná. Não podia ser guardado e acumulado para outros dias. Algumas famílias que ousavam guardá-lo tinham uma surpresa desagradável na manhã seguinte - encontravam uma massa podre e fétida, cheia de vermes.
P.S.: Tal como implícito nos casos acima , o fato de ser relativamente fácil para a comida encontrar a boca - mesmo havendo muita pobreza, isso ocorre praticamente todos os dias para a maioria das 6 bilhões de pessoas na face da Terra - isso não me exime da obrigação mais que devida de agradecer por toda a comida que chega à minha boca, todos os dias. Isso é equivalente a "agradecer a Deus", ou em outras palavras, "ser grato pela vida" ou "reconhecer a vida como sagrada" que é nesse caso nada mais que "fazer aquilo que tem que ser feito".
Visível aqui e agora
sábado, 2 de janeiro de 2010
Perfeitamente formulado é esse Dharma verdadeiro, visível aqui e agora, imediatamente efetivo, atemporal, convidando todos a vir ver por eles mesmos, levando todos os seres a progredir na direção da perfeição sublime, diretamente observável e realizável por cada inteligência.Você é muito Bem-vindo de fato.
Do What Buddha Said:
http://groups.google.com/group/What_Buddha_Said
http://www.what-buddha-said.net/
Postado por Jōken às 18:34 0 comentários
Instrução de zazen
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009Instrução de zazen (Ensinamento de Saikawa Roshi):
Apenas deixe vir e deixe ir
(Just let it come and let it go).
Postado por Jōken às 23:03 0 comentários
Tudo é ilusão; tudo é passageiro
quinta-feira, 15 de outubro de 2009Eclesiastes 1 (Tudo é ilusão)
(1) O autor deste livro é Salomão, rei em Jerusalém, filho do rei David, conhecido como o pregador.
(2) Na minha opinião tudo é ilusão; tudo é passageiro.
(3) O que é que uma pessoa ganha com todo o duro trabalho que tem?
(4) As gerações vão passando, umas após outras, sem que haja alteração nisso.
(5) O Sol nasce, e põe-se, mas volta sempre ao lugar onde nasceu;
(6) o vento sopra ora do sul, ora do norte, duma banda doutra, circulando na atmosfera, mas para não chegar a sítio nenhum.
(7) Os rios correm para o mar, mas este nunca chega a ficar cheio, e essa água por fim retorna aos rios, para correr novamente para o mar.
[...]
(12-13) Eu, o pregador, fui rei de Israel, vivendo em Jerusalém; e apliquei-me a procurar entender tudo no universo.
(14) Descobri então que a sorte do ser humano, que Deus lhe destinou, não é nada boa. É tudo loucura, é tudo andar a correr atrás do vento.
(15) O que está mal não pode ser corrigido; e também não vale a pena reflectir sobre como as coisas poderiam ter sido doutra forma.
(16) Disse assim para comigo: Afinal, sou mais instruído do que qualquer dos reis que me precederam em Jerusalém. Tenho uma melhor bagagem de sabedoria e de conhecimentos.
(17) É porque me esforcei grandemente por ser sábio, e não ignorante; no entanto dou-me conta agora de que até isto foi também como correr atrás de nada.
(18) Porque quanto maior era a minha sabedoria, maiores eram as minhas preocupações; aumentar os conhecimentos apenas traz consigo aumento de aflições.
[...]
Eclesiastes 3 (Tudo tem um tempo próprio)
(1) Existe um tempo próprio para tudo, e há uma época para cada coisa debaixo do céu:
(2) um tempo para nascer e um tempo para morrer; um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou;
(3) um tempo para matar, um tempo para curar as feridas; um tempo para destruir e outro para reconstruir;
(4) um tempo para chorar e um tempo para rir; um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria;
(5) um tempo para espalhar pedras, um tempo para as juntar; um tempo para abraçar, um tempo para afastar quem se chega a nós;
(6) um tempo para andar à procura e outro para perder; um tempo para armazenar e um para distribuir;
(7) um tempo para rasgar e outro para coser; um tempo para estar calado e outro tempo para falar;
(8) um tempo para amar, um tempo para odiar; um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.
(9) O que é que uma pessoa realmente obtém com o seu esforço?
[...]
(19) Pois tanto estes como aqueles, ambos respiram o mesmo ar, ambos morrem. É assim que a humanidade não tem vantagens reais sobre os animais. Eis outra coisa absurda!
(20) Tudo vai ter ao mesmo lugar - todos são pó e ao pó voltarão.
(21) Quem pode provar que o fôlego do homem vai para cima e o dos animais fica no pó da terra?
(22) É dessa forma que eu constatei que não há nada melhor para o homem do que ser feliz no seu trabalho; é esse o seu quinhão na terra; ninguém o fará voltar à vida para ver o que acontecerá depois dele; por isso, que disfrute do presente!
Postado por Jōken às 23:17 0 comentários
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