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Milagre

domingo, 4 de julho de 2010


Não é um milagre termos olhos para ver, agora mesmo?

Sobre o Sesshin de Inverno em Florianópolis

terça-feira, 8 de junho de 2010


Zazen ao som do vento e do mar.
Outro sesshin diferente e incomparável.
Caminhada sob o sol, pulmões cheios de ar.
Cada momento é uma flor inigualável.
Iniciantes são fantásticos praticantes.
Até com o mais novo muito se aprende.
Individualidades são claramente abaladas.
Todos fazem tudo juntos sempre.
Diversidades viram uma questão estética.
Diferenças estéticas meramente.
Erros e acertos ocorrem naturalmente.
Mas erros são corrigidos cuidadosamente.
O que é necessário faz-se sem hesitação.
Não há motivo algum para fugir.
Pedidos são cumpridos.
Desejos são ignorados.
Cordas frouxas são apertadas.
Cordas tensas são relaxadas.
O silêncio fala melhor do que qualquer língua.
Não faz juz qualquer coisa que se diga a respeito.
No fim a vontade é que não terminasse.
Quem nunca fez não tem idéia do que está perdendo.

Sobre preocupações com o futuro e a urgência da prática

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Um livro não-buddhista — os Compêndios de Confúcio— nos diz que, se ouvirmos a verdade de manhã, podemos morrer tranqüilamente à tarde. Mesmo que tombemos na próxima esquina de frio e fome, devemos praticar, que seja só por um dia, ou um momento. Deve-se inteiramente à nossa cegueira, proveniente do apego ao mundo, repetirmos o ciclo de nascimentos e mortes, com nossas idéias preconcebidas, em períodos infindáveis de tempo. Seria a alegria eterna, se viéssemos a perecer nesta vida seguindo o Caminho de Buddha. Acrescente-se a isto que, em todo o tesouro das escrituras buddhistas, nunca houve um caso registrado na Índia, na China ou no Japão, de alguém que tivesse morrido de fome e frio enquanto estivesse praticando o buddhismo. Comida e roupa, as necessidades básicas, são já direitos nossos de nascimento, nós já viemos ao mundo com esses." Shobogenzo Zuimonki, cap. 1, caso 19.


Há um certo paralelismo entre esse caso de Dogen Zenji e a prática Purgatio relatada na postagem "Monges do Deserto", em termos de prática espiritual.

No fim do "Purgatio", ou em grego "Catharsis", um período que frequentemente durava muitos anos, o monge havia aprendido a acreditar pacificamente no Senhor para todas as suas necessidades.

Há também um caso semelhante na Bíblia, fortemente simbólico, no livro Êxodo: Enquanto o povo hebreu vagava pelo deserto, guiado por Moisés, Deus enviava diariamente um alimento que caía do céu como flocos de neve: o maná. Não podia ser guardado e acumulado para outros dias. Algumas famílias que ousavam guardá-lo tinham uma surpresa desagradável na manhã seguinte - encontravam uma massa podre e fétida, cheia de vermes.


P.S.: Tal como implícito nos casos acima , o fato de ser relativamente fácil para a comida encontrar a boca - mesmo havendo muita pobreza, isso ocorre praticamente todos os dias para a maioria das 6 bilhões de pessoas na face da Terra - isso não me exime da obrigação mais que devida de agradecer por toda a comida que chega à minha boca, todos os dias. Isso é equivalente a "agradecer a Deus", ou em outras palavras, "ser grato pela vida" ou "reconhecer a vida como sagrada" que é nesse caso nada mais que "fazer aquilo que tem que ser feito".

Visível aqui e agora

sábado, 2 de janeiro de 2010

Perfeitamente formulado é esse Dharma verdadeiro, visível aqui e agora, imediatamente efetivo, atemporal, convidando todos a vir ver por eles mesmos, levando todos os seres a progredir na direção da perfeição sublime, diretamente observável e realizável por cada inteligência.

Você é muito Bem-vindo de fato.


Do What Buddha Said:
http://groups.google.com/group/What_Buddha_Said
http://www.what-buddha-said.net/

Instrução de zazen

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Instrução de zazen (Ensinamento de Saikawa Roshi):

Apenas deixe vir e deixe ir
(Just let it come and let it go).

Difícil de explicar

domingo, 27 de dezembro de 2009





Tudo é ilusão; tudo é passageiro

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eclesiastes 1 (Tudo é ilusão)

(1) O autor deste livro é Salomão, rei em Jerusalém, filho do rei David, conhecido como o pregador.

(2) Na minha opinião tudo é ilusão; tudo é passageiro.

(3) O que é que uma pessoa ganha com todo o duro trabalho que tem?

(4) As gerações vão passando, umas após outras, sem que haja alteração nisso.

(5) O Sol nasce, e põe-se, mas volta sempre ao lugar onde nasceu;

(6) o vento sopra ora do sul, ora do norte, duma banda doutra, circulando na atmosfera, mas para não chegar a sítio nenhum.

(7) Os rios correm para o mar, mas este nunca chega a ficar cheio, e essa água por fim retorna aos rios, para correr novamente para o mar.

[...]

(12-13) Eu, o pregador, fui rei de Israel, vivendo em Jerusalém; e apliquei-me a procurar entender tudo no universo.

(14) Descobri então que a sorte do ser humano, que Deus lhe destinou, não é nada boa. É tudo loucura, é tudo andar a correr atrás do vento.

(15) O que está mal não pode ser corrigido; e também não vale a pena reflectir sobre como as coisas poderiam ter sido doutra forma.

(16) Disse assim para comigo: Afinal, sou mais instruído do que qualquer dos reis que me precederam em Jerusalém. Tenho uma melhor bagagem de sabedoria e de conhecimentos.

(17) É porque me esforcei grandemente por ser sábio, e não ignorante; no entanto dou-me conta agora de que até isto foi também como correr atrás de nada.

(18) Porque quanto maior era a minha sabedoria, maiores eram as minhas preocupações; aumentar os conhecimentos apenas traz consigo aumento de aflições.

[...]

Eclesiastes 3 (Tudo tem um tempo próprio)

(1) Existe um tempo próprio para tudo, e há uma época para cada coisa debaixo do céu:

(2) um tempo para nascer e um tempo para morrer; um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou;

(3) um tempo para matar, um tempo para curar as feridas; um tempo para destruir e outro para reconstruir;

(4) um tempo para chorar e um tempo para rir; um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria;

(5) um tempo para espalhar pedras, um tempo para as juntar; um tempo para abraçar, um tempo para afastar quem se chega a nós;

(6) um tempo para andar à procura e outro para perder; um tempo para armazenar e um para distribuir;

(7) um tempo para rasgar e outro para coser; um tempo para estar calado e outro tempo para falar;

(8) um tempo para amar, um tempo para odiar; um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.

(9) O que é que uma pessoa realmente obtém com o seu esforço?

[...]

(19) Pois tanto estes como aqueles, ambos respiram o mesmo ar, ambos morrem. É assim que a humanidade não tem vantagens reais sobre os animais. Eis outra coisa absurda!

(20) Tudo vai ter ao mesmo lugar - todos são pó e ao pó voltarão.

(21) Quem pode provar que o fôlego do homem vai para cima e o dos animais fica no pó da terra?

(22) É dessa forma que eu constatei que não há nada melhor para o homem do que ser feliz no seu trabalho; é esse o seu quinhão na terra; ninguém o fará voltar à vida para ver o que acontecerá depois dele; por isso, que disfrute do presente!